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quinta-feira, 27 de junho de 2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Artigo de Claudio de Moura Castro na revista Veja
Cláudio de Moura Castro
Os meninos-lobo
"Nossa juventude estará mal preparada para a sociedade
civilizada se insistirmos em uma educação que produz uma competência linguística pouco melhor do que a de meninos-lobo"
Ilustração Atômica Studio![]() |
No velho conto de Rudyard Kipling Mogli, o Menino-Lobo, o autor descreve uma criança que, adotada por uma loba, cresce sem jamais haver usado uma só palavra humana, até ser encontrada e se integrar à sociedade. O conto é atraente, mas cientificamente absurdo. Porém, houve outros casos, supostamente reais, de crianças criadas por animais. E também casos reais (até recentes) de crianças que cresceram isoladas e sem oportunidades de aprender a falar.
Faz tempo, meninos-lobo e outros jovens criados sem interação humana despertaram o interesse da psicologia cognitiva e da linguística. A razão é que seriam um experimento natural que permitiria responder a uma pergunta crucial: esses jovens, sem conhecer palavras, poderiam pensar como os demais humanos?
A questão em pauta era decidir se pensamos porque temos palavras ou se seria possível pensar sem elas. Como os meninos-lobo não conheciam palavras, se podiam pensar, teria de ser sem elas. Nos diferentes casos de crianças criadas em isolamento, ficou clara a enorme dificuldade de ajustamento que elas encontraram ao ser reabsorvidas pela sociedade. Muitas jamais se ajustaram, fosse pelo trauma do isolamento, fosse pela impossibilidade de pensar humanamente sem palavras. Mas o fato é que não desenvolveram um raciocínio (abstrato) classicamente humano.
O interesse pelos meninos-lobo feneceu. Mas se aprendeu muito desde então, e hoje não se acredita que o pensamento sem palavras seja possível – pelo menos, o pensamento simbólico que é a marca dos seres humanos. Ou seja, Mogli não seria capaz de pensar.
"Vivemos em um mundo de palavras", diz o celebrado antropólogo Richard Leakey. "Nossos pensamentos, o mundo de nossa imaginação, nossas comunicações e nossa rica cultura são tecidos nos teares da linguagem... A linguagem é o nosso meio... É a linguagem que separa os humanos do resto da natureza." Para o neuropaleontólogo Harry Jerison, precisamos de um cérebro grande (três vezes maior do que o de outros primatas) para lidar com as exigências da linguagem.
Portanto, se pensamos com palavras e com as conexões entre elas, a nossa capacidade de usar palavras tem muito a ver com a nossa capacidade de pensar. Dito de outra forma, pensar bem é o resultado de saber lidar com palavras e com a sintaxe que conecta uma com a outra. O psicólogo Howard Gardner, com sua tese sobre as múltiplas inteligências, talvez diga que Garrincha tinha uma "inteligência futebolística" que não transitava por palavras. Mas grande parte do nosso mundo moderno requer a inteligência que se estrutura por intermédio das palavras. Quem não aprendeu bem a usar palavras não sabe pensar. No limite, quem sabe poucas palavras ou as usa mal tem um pensamento encolhido.
Talvez veredicto mais brutal sobre o assunto tenha sido oferecido pelo filósofo Ludwig Wittgenstein: "Os limites da minha linguagem são também os limites do meu pensamento". Simplificando um pouco, o bem pensar quase que se confunde com a competência de bem usar as palavras. Nesse particular não temos dúvidas: a educação tem muitíssimo a ver com o desenvolvimento da nossa capacidade de usar a linguagem. Portanto, o bom ensino tem como alvo número 1 a competência linguística.
Pelos testes do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), na 4ª série 50% dos brasileiros são funcionalmente analfabetos. Segundo o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), a capacidade linguística do aluno brasileiro corresponde à de um europeu com quatro anos a menos de escolaridade. Sendo assim, o nosso processo educativo deve se preocupar centralmente com as falhas na capacidade de compreensão e expressão verbal dos alunos.
Ao estudar a Inconfidência Mineira, a teoria da evolução das espécies ou os afluentes do Amazonas, o aprendizado mais importante se dá no manejo da língua. É ler com fluência e entender o que está escrito. É expressar-se por escrito com precisão e elegância. É transitar na relação rigorosa entre palavras e significados.
No conto, Mogli se ajustou à vida civilizada. Infelizmente para nós, Kipling estava cientificamente errado. Nossa juventude estará mal preparada para a sociedade civilizada se insistirmos em uma educação que produz uma competência linguística pouco melhor do que a de meninos-lobo.
Claudio de Moura Castro é economista
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Curiosidades matemáticas
Você sabe quanto vale um centilhão?
O maior número aceito no sistema de potências sucessivas de
dez, é o centilhão, registrado pela primeira vez em 1852. Representa a
centésima potência de um milhão, ou o número 1 seguido de 600 zeros (embora
apenas utilizado na Grã-Bretanha e na Alemanha).
Uma curiosidade com números de três algarismos
Escolha um número de três algarismos:
Ex: 234
Repita este numero na frente do mesmo:
234234
Agora divida por 13:
234234 / 13 = 18018
Agora divida o resultado por 11:
18018 / 11 = 1638
Divida novamente o resultado, só que agora por 7:
1638 / 7 = 234
O resultado é igual ao numero de três algarismos
que você havia escolhido: 234.
Invertendo e
subtraindo
Você sabia que a diferença de um número com o
outro que obtemos escrevendo-o de trás para frente é igual a zero ou a um
múltiplo de nove? Veja alguns exemplos:
22 - 22 = 0
51 - 15 = 36 (múltiplo de 9)
444 - 444 = 0
998 - 899 = 99 (múltiplo de 9)
1350 - 0531 = 819 (múltiplo de 9)
654321 - 123456 = 530865 (múltiplo de 9)
Fonte:
http://www.somatematica.com.br/curiosidades.php
domingo, 16 de junho de 2013
Plano de aula
Esse plano de aula tratará do tema Números /
Relação, cujo conteúdo será Probabilidade.
A importância da probabilidade no nosso dia a dia é que
não percebemos o quanto o acaso interfere em nossas vidas.
O estudo da probabilidade nos ajuda a fazer escolhas de
maneira mais acertada e poder conviver melhor com fatos que não podemos
controlar, mas nesse plano será trabalhado mais a noção básica de
probabilidade, que é um tipo especial de razão.
Tema:
Números
/ Relação
Conteúdo:
Noções
de probabilidade
Habilidade:
H02
Identificar fração como representação que pode estar associada a diferentes
significados.
Objetivos:
Trabalhar a competência leitora e escritora;
Conhecer as definições de
probabilidade;
Determinar a probabilidade de
um evento a partir de dados
quantificados, ou da observação de regularidades.
Justificativa:
O
termo Probabilidade faz parte do cotidiano das pessoas, pois os mesmos vivem
calculando a possibilidade de determinada coisa acontecer, levando-os, até
mesmo a se prevenirem em situações de riscos. Desse modo, formalizando o
conceito de probabilidade e levando os alunos a perceberem uma outra forma de
representação de fração, proporcionará a estender as relações de razão
abstraindo conceitos levando ao desenvolvimento do raciocínio.
Público
Alvo: 6ª série/ 7º ano
Tempo
estimado: 3 aulas
Recursos:
Caderno
do professor, caderno do aluno, livros didáticos, textos.
Procedimento
Metodológico:
1ª aula:
Inicio com a narrativa sobre
história da probabilidade (leitura compartilhada), extraído do curso Teia do
saber, 2006:
Os
primeiros estudos envolvendo probabilidades foram motivados pela análise de
jogos de azar. Sabe-se que um dos primeiros matemáticos que se ocupou com o
cálculo das probabilidades foi Cardano (1501-1576). Data dessa época a
expressão que utilizamos até hoje para o cálculo da probabilidade de um evento
(números de casos favoráveis dividido pelo número de casos possíveis). Com
Fermat (1601-1665) e Pascal (1623-1662), a teoria das probabilidades começou a
evoluir e ganhar mais consistência, passando a ser utilizada em outros aspectos
da vida social, como, por exemplo, auxiliando na descoberta da vacina contra a
varíola no século XVIII.
Atualmente,
a teoria das probabilidades é muito utilizada em outros ramos da Matemática
(como o Cálculo e a Estatística), da Biologia (especialmente nos estudos da
Genética), da Física (como na Física Nuclear), da Economia, da Sociologia etc.
A partir do texto, discutir
o significado do termo probabilidade, mostrar as realizações, descobertas,
importância dos matemáticos e quão são antigos, despertar o interesse, motivar
os alunos a pesquisarem mais.
Ao formalizar o termo
probabilidade como: Probabilidade é uma
medida que quantifica a sua incerteza frente a um possível acontecimento
futuro, Podemos questionar os alunos se existe alguma relação com conteúdo
visto até o momento.
2ª e 3ª aula:
Trabalhar com a situação de
aprendizagem2, caderno do aluno, 6ª série/7ºano, volume 3, fazendo a leitura e
análise do texto da página 18, “Probabilidade”.
Trabalhar com a questão 12 e
outra questão contextualizada:
A
professora de matemática ira sortear um prêmio entre seus alunos das duas
classes do 7º ano.
Calcule a probabilidade de que o ganhador seja:
a) Uma aluna do 7º A;
b) Um aluno ou uma aluna do
7º B;
c) Um menino das duas classes.
Respostas:
a) 25/77=0,325 * 100= 32,5%,
b) 39/77=0,506 *100=50,6%
c) 28/77 = 4/11 = 0,364 *100=36,4%
Após a resolução, utiliza-se
o texto Introdução ao cálculo das probabilidades de Ronaldo Entler, 1997:
“Algumas
pessoas, quando apostam na loto, observam os últimos sorteios e constatam que
há um conjunto de números que ocorreram poucas vezes, ou nenhuma vez. Se a
probabilidade diz que todos os números têm as mesmas chances de serem
sorteados, essa pessoa conclui que no próximo sorteio, esses números têm
maiores chances de ocorrer. Essa ideia é equivocada, pois cada sorteio é independente,
e a probabilidade de cada número ser sorteado continua sendo a mesma do dia em
que a loto foi inventada.
Se
quisermos saber as probabilidades de tirarmos cara duas vezes, em dois lances
consecutivos, as probabilidades se multiplicam ( multiplicar aqui não tem nada
a ver com obter um número maior, pois estamos multiplicando frações). Então, se
queremos ter cara em dois lances, o cálculo é ½ x ½ = ¼ ou 25%...”
A partir da leitura podemos
questionar qual a ideia do texto, o que entenderam, o que acharam difícil, para
retomarmos a parte que não ficou clara, e assim, conseguir trabalhar a
habilidade requerida.
Finalizando com um problema
do cotidiano:
Um automóvel será sorteado entre os clientes de um
shopping center. Paulo depositou 50 cupons em uma das urnas espalhadas pelo
shopping, e Janete depositou 20 cupons. Hoje, dia do sorteio, os cupons de
todas as urnas serão juntados, formando um monte de 10.000 cupons. Um
representante do shopping vai sortear um cupom. Sabendo que é possível medir a possibilidade de
cada um ganhar o automóvel, qual a possibilidade de Paulo e de Janete ganhar?
Desse modo, espera-se que ao
final dessa situação de aprendizagem o aluno seja capaz de conhecer e
compreender a aplicabilidade da probabilidade no seu cotidiano, e a importância
das frações e a ideia de fração relacionada a várias situações do cotidiano.
Avaliação: Processual,
contínua e sistematizada. Irá contemplar as diversas características dos
alunos, isto é, a produção das tarefas, exposição de ideias, leitura,
interpretação, redação, busca de informações, tarefas extraclasse, trabalho em
grupo, ou seja, não será levado em conta aqueles alunos que têm dificuldade em
se expressar.
Recuperação:
Retomada
do conteúdo, atividades extraclasse, atendimento individual e pesquisas.
Referências
SÃO
PAULO. Caderno do professor e do aluno: matemática, ensino
fundamental 6ª série/7º ano, volume 3 / Secretaria da Educação; coordenação
geral, Maria Inês Fini, Carlos Eduardo de Souza Granja, José Luiz Pastore
Mello, Nilson José Machado, Walter Spinelli.
SÃO
PAULO. Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas. Programa
de formação continuada “Teia do Saber”. São Paulo: SEE/CENP, 2006.
www.iconica.com.br/arteacaso/artigos/ronaldo_entler_probabilidades.html .Acesso
em 13/06/2013.
domingo, 9 de junho de 2013
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Matemática reflexiva
A urgência de viver
A matemática da vida não é tão simples… Cada soma é também uma subtração… Quando somamos mais um ano àqueles já vividos, subtraímos um ano daqueles que restam para viver.
Esperamos demais para fazer o que precisa ser feito, num mundo que só nos dá um dia de cada vez, sem garantia de amanhã. Esperamos demais para dizer as palavras do perdão que devem ser ditas; para pôr de lado os rancores que devem ser expulsos; para expressar gratidão; para dar ânimo; para oferecer consolo.
Esperamos demais para enunciar as preces; para executar as tarefas que estão esperando para serem cumpridas; para demonstrar o amor que talvez não seja mais necessário amanhã. Esperamos demais nos bastidores, quando a vida tem um papel para desempenharmos no palco.
Deus também está esperando que nós paremos de esperar, está esperando que comecemos a fazer agora tudo aquilo para o qual este dia e esta vida nos foram dados…
É hora de viver.
Texto da professora Rita Alonso.
Esperamos demais para fazer o que precisa ser feito, num mundo que só nos dá um dia de cada vez, sem garantia de amanhã. Esperamos demais para dizer as palavras do perdão que devem ser ditas; para pôr de lado os rancores que devem ser expulsos; para expressar gratidão; para dar ânimo; para oferecer consolo.
Esperamos demais para enunciar as preces; para executar as tarefas que estão esperando para serem cumpridas; para demonstrar o amor que talvez não seja mais necessário amanhã. Esperamos demais nos bastidores, quando a vida tem um papel para desempenharmos no palco.
Deus também está esperando que nós paremos de esperar, está esperando que comecemos a fazer agora tudo aquilo para o qual este dia e esta vida nos foram dados…
É hora de viver.
Texto da professora Rita Alonso.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Apresentação dos integrantes do grupo 2
Sou de Presidente Prudente-SP, graduei-me em
Matemática pela UNESP. Fiz especialização (REDEFOR) na UNICAMP, efetiva na
rede. Minha sede é na escola Monsenhor Sarrion e me afasto junto ao CEEJA
(Centro Estadual de Educação de Jovens e Adultos).
Olá,
sou a Cristiane professora de matemática à 27 anos, me efetivei à 13
e sempre na E.E. Coronel Francisco Whitacker em Anhumas - SP. Sou casada com o
Carlos à 26 anos, tenho 2 filhos e moro em Anhumas, e agradeço a Deus
pela minha família
Apesar de estar na
reta final, gosto de participar dos cursos, principalmente da parte digital,
pois é uma área que fascina bastante
Olá colegas!
Trabalho
na rede como professora efetiva desde 2008.
Divido
minha formação com música e matemática. Conclui minha graduação em matemática
na UFPR em 2006 e o curso de piano clássico no Conservatório Municipal de
Presidente Epitácio, local onde nasci.
Acredito
que iremos enriquecer nosso trabalho de ensino da matemática com o que vimos
neste curso e também agora nesta etapa.
Então...
Bom trabalho a todos.
Bom trabalho a todos.
Eu me chamo Grasiele, sou professora de Matemática e Ciências, formada pela UNOESTE de Prudente Prudente. Terminei o curso de Licenciatura em 2002 e sou titular de cargo desde 2005 e tenho uma Pós-graduação pela UNICAMP. Leciono no Ensino Fundamental e Médio na E.E.Profª Marietta F. Assunpção e tenho 11 anos de magistério. Sou casa há 3 anos com Alexandre, não tenho filhos e sou de Rancharia, estou aqui em Presidente Prudente apenas 1 ano.
GUSTAVO ANTONIASSI OLIVEIRA
Sou professor de Matemática formado pela Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) e atualmente realizo uma especialização na área da Matemática do Ensino Básico, pelo mesma universidade. Trabalho em escolas públicas a pouco tempo e pretendo somar experiências com este curso.
Sou professor de Matemática formado pela Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) e atualmente realizo uma especialização na área da Matemática do Ensino Básico, pelo mesma universidade. Trabalho em escolas públicas a pouco tempo e pretendo somar experiências com este curso.
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