domingo, 16 de junho de 2013

Plano de aula


         Esse plano de aula tratará do tema Números / Relação, cujo conteúdo será Probabilidade.
            A importância da probabilidade no nosso dia a dia é que não percebemos o quanto o acaso interfere em nossas vidas.
            O estudo da probabilidade nos ajuda a fazer escolhas de maneira mais acertada e poder conviver melhor com fatos que não podemos controlar, mas nesse plano será trabalhado mais a noção básica de probabilidade, que é um tipo especial de razão.



Tema: Números / Relação

Conteúdo: Noções de probabilidade

Habilidade: H02 Identificar fração como representação que pode estar associada a diferentes significados.

Objetivos: Trabalhar a competência leitora e escritora;
                     Conhecer as definições de probabilidade;
                  Determinar a probabilidade de um evento a partir de dados  quantificados, ou da observação de regularidades.

Justificativa: O termo Probabilidade faz parte do cotidiano das pessoas, pois os mesmos vivem calculando a possibilidade de determinada coisa acontecer, levando-os, até mesmo a se prevenirem em situações de riscos. Desse modo, formalizando o conceito de probabilidade e levando os alunos a perceberem uma outra forma de representação de fração, proporcionará a estender as relações de razão abstraindo conceitos levando ao desenvolvimento do raciocínio.

Público Alvo: 6ª série/ 7º ano

Tempo estimado: 3 aulas

Recursos: Caderno do professor, caderno do aluno, livros didáticos, textos.

Procedimento Metodológico:

1ª aula:
Inicio com a narrativa sobre história da probabilidade (leitura compartilhada), extraído do curso Teia do saber, 2006:

Os primeiros estudos envolvendo probabilidades foram motivados pela análise de jogos de azar. Sabe-se que um dos primeiros matemáticos que se ocupou com o cálculo das probabilidades foi Cardano (1501-1576). Data dessa época a expressão que utilizamos até hoje para o cálculo da probabilidade de um evento (números de casos favoráveis dividido pelo número de casos possíveis). Com Fermat (1601-1665) e Pascal (1623-1662), a teoria das probabilidades começou a evoluir e ganhar mais consistência, passando a ser utilizada em outros aspectos da vida social, como, por exemplo, auxiliando na descoberta da vacina contra a varíola no século XVIII.
Atualmente, a teoria das probabilidades é muito utilizada em outros ramos da Matemática (como o Cálculo e a Estatística), da Biologia (especialmente nos estudos da Genética), da Física (como na Física Nuclear), da Economia, da Sociologia etc.

A partir do texto, discutir o significado do termo probabilidade, mostrar as realizações, descobertas, importância dos matemáticos e quão são antigos, despertar o interesse, motivar os alunos a pesquisarem mais.
Ao formalizar o termo probabilidade como: Probabilidade é uma medida que quantifica a sua incerteza frente a um possível acontecimento futuro, Podemos questionar os alunos se existe alguma relação com conteúdo visto até o momento.

2ª e 3ª aula:
Trabalhar com a situação de aprendizagem2, caderno do aluno, 6ª série/7ºano, volume 3, fazendo a leitura e análise do texto da página 18, “Probabilidade”.
Trabalhar com a questão 12 e outra questão contextualizada:
A professora de matemática ira sortear um prêmio entre seus alunos das duas classes do 7º ano.
Classes
7ºA
7ºB
Meninos
13
15
Meninas
25
24
Total
38
39

Calcule  a probabilidade de que o ganhador seja:
a) Uma aluna do 7º A;
b) Um aluno ou uma aluna do 7º B;
c) Um menino  das duas classes.

Respostas:
  a) 25/77=0,325 * 100= 32,5%,  
  b) 39/77=0,506 *100=50,6%   
  c) 28/77 = 4/11 = 0,364 *100=36,4%

Após a resolução, utiliza-se o texto Introdução ao cálculo das probabilidades de Ronaldo Entler, 1997:

“Algumas pessoas, quando apostam na loto, observam os últimos sorteios e constatam que há um conjunto de números que ocorreram poucas vezes, ou nenhuma vez. Se a probabilidade diz que todos os números têm as mesmas chances de serem sorteados, essa pessoa conclui que no próximo sorteio, esses números têm maiores chances de ocorrer. Essa ideia é equivocada, pois cada sorteio é independente, e a probabilidade de cada número ser sorteado continua sendo a mesma do dia em que a loto foi inventada.
Se quisermos saber as probabilidades de tirarmos cara duas vezes, em dois lances consecutivos, as probabilidades se multiplicam ( multiplicar aqui não tem nada a ver com obter um número maior, pois estamos multiplicando frações). Então, se queremos ter cara em dois lances, o cálculo é ½ x ½ = ¼ ou 25%...”

A partir da leitura podemos questionar qual a ideia do texto, o que entenderam, o que acharam difícil, para retomarmos a parte que não ficou clara, e assim, conseguir trabalhar a habilidade requerida.

 Finalizando com um problema do cotidiano:
Um automóvel será sorteado entre os clientes de um shopping center. Paulo depositou 50 cupons em uma das urnas espalhadas pelo shopping, e Janete depositou 20 cupons. Hoje, dia do sorteio, os cupons de todas as urnas serão juntados, formando um monte de 10.000 cupons. Um representante do shopping vai sortear um cupom. Sabendo que é  possível medir a possibilidade de cada um ganhar o automóvel, qual a possibilidade de Paulo e de Janete ganhar?

Desse modo, espera-se que ao final dessa situação de aprendizagem o aluno seja capaz de conhecer e compreender a aplicabilidade da probabilidade no seu cotidiano, e a importância das frações e a ideia de fração relacionada a várias situações do cotidiano.

Avaliação: Processual, contínua e sistematizada. Irá contemplar as diversas características dos alunos, isto é, a produção das tarefas, exposição de ideias, leitura, interpretação, redação, busca de informações, tarefas extraclasse, trabalho em grupo, ou seja, não será levado em conta aqueles alunos que têm dificuldade em se expressar.

Recuperação: Retomada do conteúdo, atividades extraclasse, atendimento individual e pesquisas.

Referências

SÃO PAULO. Caderno do professor e do aluno: matemática, ensino fundamental 6ª série/7º ano, volume 3 / Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini, Carlos Eduardo de Souza Granja, José Luiz Pastore Mello, Nilson José Machado, Walter Spinelli.

SÃO PAULO. Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas. Programa de formação continuada “Teia do Saber”. São Paulo: SEE/CENP, 2006.

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